A última nota

A banda tocou seus últimos acordes e o bar se enchia com o som dos aplausos. É, um verdadeiro sucesso. Surgiu um sorriso malicioso no meu rosto. Com certeza voltarão, mais pessoas virão e mais grana vou receber. Fui um gênio em abrir um bar como esse, preto e azul.
As mesas se encheram de novo e as atendentes com maquiagem visíveis a luz negra começaram a andar pelo bar servindo os clientes. Caminhei com as mãos no bolso por entre as mesas e passei pelo balcão e vi as pessoas entregando garrafas e lata de cerveja para os clientes. Passei pela cozinha para ver o como os cozinheiros estavam e fui para a minha sala.
Abri a porta e vi lá dentro uma mulher de cabelo preto, longo, usando uma calça e uma blusa com uma jaqueta preta, usava óculos e tinha uma pasta de papéis nas mãos. Ela era a contadora do bar, não que eu precise, mas minha ex me encheu tanto o saco que resolvi contratar uma e parar de trabalhar até o amanhecer.
- Boa noite! - Falou animada como se não  fossem três da manhã - Trouxe estas pastas para o senhor dar uma olhada segunda. - Ela exalava um cheiro leve de Whisky.
- Você bebeu? - Pergunto com uma expressão desconfiada - Nunca imaginei te ver bêbada, aliás, o que você faz com uma pasta de papéis em pleno sábado a noite? Você está de folga!
- Eu tava aqui com uns amigos, ia dar carona para eles de volta, mas os quatro resolveram se divertir num apartamento e me largaram aqui - Ela falou naturalmente e com o rosto meio corado - Bebi um pouco e lembrei que tinha essa pasta no meu carro para te entregar na segunda e resolvi entregar agora.
- É, parece que você não teve uma boa noite - dou um sorriso e vou até o armário e pego doi copos - Quer com gelo?
- Quero - Ela falou se sentando no sofá - Ótima ideia essa do senhor de por um sofá na sua sala ao invés de cadeiras, muito mais confortável!
- Obrigado - Ri com a espontaneidade com que ela falava - Aqui está - Estendo o copo para ela e me sento ao seu lado abrindo a cortina para janela que dava para o bar e desligo a luz da sala - Adoro ficar olhando o que acontece lá embaixo quando estou aqui.
- Ótima maneira de manter o controle de tudo a distância - Ela falou virando o copo, bebendo tudo num gole só. - Esse é daquela gostosona que veio semana passada? - Perguntou olhando para o copo.
- É sim - Respondi rindo.
- Nossa, eu pensei que os peitos dela iam pular com aquele decote - Ela falou rindo também - Uma coisa que eu odeio quando bebo: eu sinto um calor desgraçado. - Falou tirando a jaqueta e ficando apenas com a blusa regata preta.
- Você fica ótima com roupas normais, sabia? - Falo olhando para ela e sorrindo.
- Eu sei, fico com menos cara de secretária de filme pornô quando to sem aquela roupa de escritório - Nesse momento eu realmente imaginei ela como uma secretária pornô e confesso que fiquei bem excitado, mas me controlei.
- Então... - Falo  depois de um longo silêncio - Parece que estão indo embora.
Ela olhou para a janela e depois olhou para mim, parecia estar envergonhada.
- Você quer que eu vá embora, não é? - me perguntou rápido e se levantou - Eu não deveria ter tomado tanto do seu tempo...
Eu me levantei e a segurei nos ombros sorrindo. Ela parecia envergonhada e eu precisava sair rápido dessa.
- Não é nada disso, mulher, para com isso! - Falo rindo e a empurrando para o sofá - É que eu sou o último a sair daqui e ia te oferecer carona para te levar pra casa, já que você não pode dirigir.
- E nem você! - Ela falou arqueando as sobrancelhas.
- Bebi bem menos que você - Respondo rindo.
Esperamos uns 40 minutos até todas as pessoas irem para suas casas. Ela me ajudou a arrumar as cadeiras junto com os funcionários e a arrumar a cozinha. Tranquei o bar e entramos no meu carro. Parecia mais interessada com o que acontecia lá fora do que com a música que coloquei. Não morava muito longe do bar, mas era longe pra cacete da minha casa e comecei a me arrepender na metade do caminho. O arrependimento não durou muito tempo quando fui surpreendido com um convite para entrar na casa dela.
Era bem grande, com uma decoração de madeira. Era rústico e ao mesmo tempo confortante, como uma casinha no campo. Sentei no sofá e ela me ofereceu vinho, aceitei e logo chegou com uma garrafa e duas taças, ligou uma música gostosinha de escutar e bebemos. Não demorou muito tempo para terminarmos a garrafa enquanto conversávamos sobre qualquer coisa. Minha atenção tinha sido desviada quando eu percebi que ela era realmente muito atraente.
Depois de um silêncio constrangedor olho para o lado me perguntando onde estava minhas chaves, mas ela puxou meu rosto e me beijou. Foi um beijo calmo e tranquilo, meio comedido. Assim que ela se afastou de mim, parecia vermelha.
- Desculpa, eu não deveria ter feit... - Eu a interrompi com um beijo.
Adoro fazer isso, ela ficou sem reação. A beijei de uma maneira mais quente e envolvente. O tipo de beijo excitante e intenso que se tornou mais quente ainda quando ela começou a jogar o corpo para cima do meu, me fazendo deitar no sofá. Fico segurando sua cintura juntando ainda mais nossos corpos.
Ela afasta nossos lábios e olha pra mim por alguns segundos parecendo pensativa e antes que eu dissesse qualquer coisa, ela começa a desabotoar minha camisa e volta a me beijar avidamente. Ok, não vou reclamar disso e nem protestar contra, afinal de contas, a aquele ponto eu já tava querendo isso mesmo.
Mas quem diria? Aquela moça educada, de voz baixa e risos difíceis estava ali, prestes a me despir por inteiro. Parece até roteiro de filme pornô, não é? É, parece mesmo. Aquele fetiche que todo homem tem com secretárias. Apesar dela não ser minha secretária. Bem, de que isso importa agora que já havia arrancado minhas calças e eu sua blusa e seu sutiã?
Ela se pôs por cima de mim e me dominava por completo e, Woooooow! Ela não deixava eu sequer tocar em seus seios. Os deixava ali, roçando no meu peito e me deixando cada vez mais excitado.
Sua mão foi escorregando pelo meu corpo e ia arranhando com suas unhas vermelhas até a barra da minha cueca. Foi abaixando lentamente e meu membro ereto ficou exposto. Ela mordeu o lábio inferior olhando para ele como se o desejasse. Se sentou sobre minhas coxas e começou a acariciá-lo com uma delicadeza que me fazia arrepiar. Passava a mão por ele, me masturbando lentamente e passando a mão pela glande. Olhava pra mim com aqueles olhos negros e com um olhar profundo, cheio de desejo.
Abaixou seu corpo e seus lábios começaram a tocá-lo. Passava por ele leve e delicadamente. Nenhum de seus movimentos eram bruscos, eram todos calculados meticulosamente para que eu os desejasse mais e mais.
Logo eu a segurei pelos cabelos e a joguei de costas no sofá. Ela ria enquanto eu abaixava sua blusa. Seus seios não eram grandes, mas preenchia perfeitamente a palma da minha mão. Os lambi e beijei enquanto ouvia seus gemidos agudos. Desabotoei sua calça e comecei a masturba-la sem parar de lamber seus seios.
Massageei seu clitóris e seus gemidos se intensificaram deliciosamente. Solto suas mãos e sinto que agarrava meus cabelos e empurrava minha cabeça para baixo. Sorri maliciosamente entendendo a mensagem, tirei sua calça e a joguei num canto da sala. Comecei a passar a língua por seu clitóris enquanto a penetrava com um dedo. Seus gemidos se tornaram gritos agudos e longos. Sua respiração estava rápida e sua pele suava. Comecei a penetrá-la com dois dedos e senti que bastava alguns poucos minutos realizando esse movimento que logo ela gozaria. Seus dedos agarraram meus cabelos com força enquanto gemia alto quase num grito contínuo.
Ainda ofegante, se sentou tentando recuperar a respiração e sorri para ela maliciosamente.
- Se divertiu? - Perguntei com um risinho.
- Essa foi só a primeira parte. - Falou e me empurrou para o sofá novamente.
Se ajeitou em cima de mim apertando meu quadril entre suas pernas desceu sobre meu membro. Soltei um gemido involuntário enquanto ela rebolava e quicava sobre o meu colo. Continuamos transando até o sol nascer. E fomos para o quarto dormir.
Quando acordei, ela estava no banho. Me perguntei por que diabos alguém acordaria as nove da manhã em pleno domingo?

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