A Realidade Crua
Hell, algum dia de algum mês de algum ano
"Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer"
Camões há quase quinhentos anos nos mostra que certas coisas nunca mudam: o amor. Independentemente do contexto histórico, ele tem o mesmo significado: as contradições do amor.
No amor, somos felizes, tristes, somos acompanhados, estamos sozinhos, acertamos, erramos... Nada é perfeito no amor, erramos muito! Somos grudados de mais, afastados de mais, apegados, desapegados de mais e isso nos faz sofrer, afinal, o que não faz?
Sofrer tem dois resultados: aprendemos e ficamos mais gentis ou nos tornamos mais duros e criamos uma crosta a nossa volta impedindo qualquer sentimento novo. Eles ficaram com a primeira opção, vivem suas vidas e podemos dizer que são felizes, mas nós... Nos criamos a crosta, somos duros, firmes, insensíveis e beiramos a indiferença.
Você realmente acha que eu sou forte? Meu primeiro amor me tratou como lixo, meu segundo hoje vive feliz sua vida e age com indiferença, em todos eu permaneci gentil, quase fofa, o sorriso sempre no rosto. Mas o último... Aquilo foi demais pra mim, e, hoje, sou isso que você conhece: irritadiça, grossa, indiferente, que joga toda a frustração de nunca ter sido o suficiente e de ser tão efêmera em cima de pessoas que nada tem a ver com minha história.
Agora, sempre que você olhar para mim, veja alguém tão ou mais machucado que você, tão ou mais rancorosa, tão ou mais escrota. Toda a força que você vê, não passa de uma pose arrogante e uma sombra do que um dia já fui. Não se esqueça, porém, do que eu irei te dizer agora: nada neste mento substitui o ombro e os ouvidos de um bom amigo, seja eu, seja qualquer um dos outros. Se apegar não faz mal a ninguém, mesmo estando machucado, não perca a coragem, não perca para o medo de se decepcionar com mais alguém. Nem a maior das putaria, a maior quantidade de álcool, a maior quantidade de comida vai preencher esse vazio que rir ou conversar com bons amigos.
Com amor,
Eu
"Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer"
Camões há quase quinhentos anos nos mostra que certas coisas nunca mudam: o amor. Independentemente do contexto histórico, ele tem o mesmo significado: as contradições do amor.
No amor, somos felizes, tristes, somos acompanhados, estamos sozinhos, acertamos, erramos... Nada é perfeito no amor, erramos muito! Somos grudados de mais, afastados de mais, apegados, desapegados de mais e isso nos faz sofrer, afinal, o que não faz?
Sofrer tem dois resultados: aprendemos e ficamos mais gentis ou nos tornamos mais duros e criamos uma crosta a nossa volta impedindo qualquer sentimento novo. Eles ficaram com a primeira opção, vivem suas vidas e podemos dizer que são felizes, mas nós... Nos criamos a crosta, somos duros, firmes, insensíveis e beiramos a indiferença.
Você realmente acha que eu sou forte? Meu primeiro amor me tratou como lixo, meu segundo hoje vive feliz sua vida e age com indiferença, em todos eu permaneci gentil, quase fofa, o sorriso sempre no rosto. Mas o último... Aquilo foi demais pra mim, e, hoje, sou isso que você conhece: irritadiça, grossa, indiferente, que joga toda a frustração de nunca ter sido o suficiente e de ser tão efêmera em cima de pessoas que nada tem a ver com minha história.
Agora, sempre que você olhar para mim, veja alguém tão ou mais machucado que você, tão ou mais rancorosa, tão ou mais escrota. Toda a força que você vê, não passa de uma pose arrogante e uma sombra do que um dia já fui. Não se esqueça, porém, do que eu irei te dizer agora: nada neste mento substitui o ombro e os ouvidos de um bom amigo, seja eu, seja qualquer um dos outros. Se apegar não faz mal a ninguém, mesmo estando machucado, não perca a coragem, não perca para o medo de se decepcionar com mais alguém. Nem a maior das putaria, a maior quantidade de álcool, a maior quantidade de comida vai preencher esse vazio que rir ou conversar com bons amigos.
Com amor,
Eu
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